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Rede social vira vitrine para pequeno comerciante virtual

Em 2010, quando se descobriu intolerante ao glúten, a administradora Samantta Santos, 33 anos, passou a enfrentar o drama de muitos brasileiros com o mesmo problema: a dificuldade em encontrar produtos de qualidade sem glúten nos estabelecimentos mais tradicionais.

“O pão que eu como diariamente é comprado em um supermercado localizado nos Jardins, em São Paulo, mas eu moro na Zona Leste, ou seja, preciso atravessar a cidade para encontrar um lugar que venda um pão sem glúten”, desabafa.

A dificuldade, aliada à crescente demanda, foi o pontapé inicial para a criação da Não Contém Glúten, marca que também comercializa produtos sem leite de origem animal. A profissional faz parte de um crescente grupo de varejistas que têm feito uso das redes sociais para comercializar seus produtos.

Como não possui loja física, Samantta percebeu que o que atrairia clientes seriam imagens e fotos daquilo que faz. “Sendo assim, percebi que precisava explorar uma rede social baseada somente em imagens. Hoje, o Facebook é como a vitrine da minha loja”, conta a vendedora que possui mais de 7.000 seguidores na rede.

No Instagram, o negócio é um pouco menor, mas crescente: são cerca de 200 fãs recebendo atualizações diárias das delícias produzidas pela confeiteira.

O negócio teve início em março deste ano e começou a dar lucro apenas seis meses depois. Entre as guloseimas, bolos, panetones, ovos de páscoa e produtos do mundo da confeitaria, um diferencial importante: todos são acessíveis aos intolerantes e alérgicos. As encomendas podem ser retiradas pessoalmente ou entregues com serviço de frete terceirizado pago pelo cliente.

“As maiores dificuldades que eu enxergo nesse modelo de negócio (e-commerce) são a questão do frente, que tem altos custos atualmente, e o fato de o cliente não poder ver o produto pessoalmente, pois isso faz com que ele se questione se o que vai receber é realmente o produto que ele viu na foto. Até por isso, evito usar filtros ao postar minhas fotos.”

Planos futuros
Embora tenha uma marca ainda pequena, Samantta sonha grande: quer focar no aumento da facilidade de acesso aos produtos sem glúten. “Estou montando um blog que vai ter várias dicas e artigos voltados para alérgicos e intolerantes, além dos produtos para venda e encomenda”, explica ela.

“Acredito que a internet é fundamental para estar no mercado, hoje. Manter uma interação com o seu público através das redes sociais é um modo de se fazer presente, além de ser uma opção econômica de validar novas ideias e estratégias.”

Fonte: http://economia.terra.com.br/e-commerce/rede-social-vira-vitrine-para-pequeno-comerciante-virtual,44085695f1dc9410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

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